sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mungazine e Hindane desenvolvem técnicas de produção agrícola

As comunidades de Mungazine e Hindane, localizadas a sul do Distrito de Matutuine estão a registar grandes avanços na área de produção agrícola como resultado da inovação tecnológica cuja introdução teve inicio em 2008.
Com a iniciativa denominada “Escola na Machamba do Camponês”, a FDC criou campos de demonstração de técnicas melhoradas e de multiplicação de culturas junto de machambas dos camponeses, a época de plantação para cada cultura, espaçamento entre as plantas e culturas, a densidade (quantidade de sementes por cova), técnicas de uso de estrumes, uso de sementes melhoradas entre outras.
Como resultados, culturas como milho, amendoim, feijão, alface, cebola e couve passaram a ter um incremento na produção em cerca de 50 por cento em relação a outros anos. “No final de cada época, os camponeses viam a diferença em termos de resultado e automaticamente passaram a respeitar as técnicas de produção” - Alberto Zamgo, extesionista da FDC.
Neste momento, os camponeses estão a introduzir novas culturas, onde se destacam o abacaxi, variedades melhoradas de amendoim, feijão manteiga, nhemba, tomate, pimenta, cenoura, repolho e batata reno. Só para dar um exemplo, neste momento os camponeses iniciaram a colheita de 75 toneladas de abacaxi, sendo que para o próximo ano este número poderá subir para 125.
Fabião Mbethene, membro da Associação 19 de Outubro, mostra-se visivelmente satisfeito com os resultados até aqui alcançados e promete redobrar esforços de modo a aumentarem as áreas de produção e ajudar a responder as demandas dos mercados com maior poder aquisitivo. “Neste momento usamos a produção para o consumo e para a comercialização no mercado local e na Catembe. Esperamos brevemente aumentar ainda mais as áreas de cultivo e as quantidades e fornecer a cidade de Maputo”.
Esta iniciativa beneficia cerca de 260 membros de 7 associações sendo 4 em Mungazine e 3 em Hindane. A mesma faz parte do Projecto Integrado de Matutuine que a FDC esta a implementar desde 2007 e que contam com o financiamento da Fundação Cear. O projecto visa melhorar as condições de habitabilidade das localidades de Hindane e Mungazine, facilitando as comunidades o acesso a infra-estruturas de habitação condigna, agua e saneamento, serviços sociais e promovendo actividades que contribuam para a sua segurança alimentar.

Na região Sul do País: Comités Comunitários ajudam a minimizar sofrimento das crianças

Comités Comunitários de Protecção da Criança estão a ajudar a minimizar o sofrimento de milhares de criança nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. A título de exemplo, são cerca de 200 crianças que viviam em situação difícil, que receberam apoio directo para poder aceder aos serviços de saúde, educação, alimentação, registo de nascimento, habitação bem como apoio psicossocial. Esta assistência foi prestada durante o ano passado, por apenas 5 dos 20 comités existentes.
Apesar dos constrangimentos com que se debatem alguns deles, como a falta de meios circulantes para deslocar à unidade sanitária e visitar as famílias no domicilio bem como a falta de alimentação e habitação condignas, Gina Sitoe, responsável pela coordenação da assistência técnica às Direccções Provinciais da Mulher e da Acção Social, avança que “o trabalho realizado pelos comités está a ter um impacto muito positivo na melhoria de vida das crianças e famílias carenciadas e desde 2007 já foram apoiadas 153.185 crianças órfãs e vulneráveis sendo 35.708 em Inhambane, 93.144 em Gaza e 20.333 em Maputo”. Muitas das crianças assistidas são órfãs chefes de família, órfãs vivendo com pais doentes crónicos e órfãs vivendo com avós sem capacidade de produzir sustento da família.
A criação dos comités parte do princípio segundo a qual a criança pertence a uma comunidade e esta deve ser a primeira alternativa para acolhe-la em caso de necessidade.
Os comités comunitários são grupos de voluntários constituídos por pessoas influentes nas comunidades e que se preocupam com o bem estar da criança, entre elas professores, enfermeiros, policia, líderes comunitários e religiosos, membros do conselho consultivo, activistas das organizações da sociedade civil, agentes económicos, entre outros que se juntam para apoiar a integração familiar de crianças e idosos vivendo em situação de carência e abandono.
A criação dos Comités Comunitários de Protecção da Criança enquadra-se na Política da Acção Social do Ministério da Mulher e da Acção Social, e, num conjunto de acções que a FDC está a desenvolver em parceria com o UNICEF, para a promoção do bem estar integral e harmonioso da criança.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FDC junta membros para balanço de actividades

Passados dois anos desde a realização da IIª Assembleia que teve lugar em Outubro de 2008, a FDC volta a juntar os seus membros para uma reflexão conjunta sobre as actividades desenvolvidas pela organização.
O evento terá lugar no dia 5 de Novembro (Sexta-feira), em Maputo e vai servir para o Conselho de Administração, presidido pela Graça Machel, apresentar aos membros da organização o desempenho dos últimos anos e para em conjunto, reflectirem sobre os sucessos, desafios e oportunidades do desenvolvimento comunitário assim como debater sobre o papel e a participação dos membros nas actividades da organização.
Para o efeito, estarão presentes cerca de 70 membros ( provenientes da Cidade e Província de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Cabo Delgado), alguns parceiros de cooperação e de implementação, bem como alguns representantes do sector empresarial.
A FDC espera sair desta assembleia mais fortalecida e com maior cometimento dos seus membros e parceiros para o cumprimento da sua missão de fortalecer a capacidade das comunidades mais desfavorecidas com o objectivo de vencer a pobreza e promover a justiça social em Moçambique.

FDC faz balanço da implementação do Plano Estratégico

Sob a liderança do Director Executivo, Dr. Narciso Matos, a FDC juntou recentemente na barragem dos Pequenos Libombos, no Distrito de Boane, cerca 30 colaboradores, entre membros directores, gestores, oficiais e assistentes, para em conjunto avaliarem a implementação dos planos de actividade da organização, entre eles o Plano Estratégico (2009/14), Plano do 2° Semestre de 2010 e alinhar o plano de actividades de 2011.
No encontro que contou com a presença de um membro fundador da FDC, Dr. Carvalho Neves, os participantes concluíram que as actividades realizadas vão ao encontro dos planos, contudo chamaram atenção a necessidade de uma visita mais regular ao plano de modo a não se desviar dos princípios neles contidos. Mais ainda, os participantes remetem a necessidade de se actualizar o plano estratégico com vista a ajustar de acordo com a nova conjuntura nacional, onde questão como a pobreza urbana começa a ganhar contornos alarmantes.
Durante o retiro foram também apresentados alguns temas da actualidade ligados ao ciclo de planificação e monitoria do governo, processo de elaboração do Orçamento do Estado e a situação das organizações do terceiro sector em Moçambique. Estes temas, serviram para os participantes colherem mais subsídios e daí poderem melhorar a sua intervenção em relação aos mesmos.
Vale a pena referir que este foi o terceiro retiro realizado nos últimos três anos. Os anteriores tiveram lugar em Fevereiro de 2010 em Bilene e o mais distante foi em Dezembro de 2007 em Catembe. A FDC pretende dar continuidade com a realização de retiros como forma de criar ambientes mais descontraídos para reflectir sobre questões específicas que norteiam o dia-a-dia da organização.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FDC junta membros para balanço de actividades

Passados dois anos desde a realização da IIª Assembleia que teve lugar em Outubro de 2008, a FDC volta a juntar os seus membros para uma reflexão conjunta sobre as actividades desenvolvidas pela organização.
O evento terá lugar no dia 5 de Novembro (Sexta-feira), em Maputo e vai servir para o Conselho de Administração, presidido pela Graça Machel, apresentar aos membros da organização o desempenho dos últimos anos e para em conjunto, reflectirem sobre os sucessos, desafios e oportunidades do desenvolvimento comunitário assim como debater sobre o papel e a participação dos membros nas actividades da organização.
Para o efeito, estarão presentes cerca de 70 membros ( provenientes da Cidade e Província de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala e Cabo Delgado), alguns parceiros de cooperação e de implementação, bem como alguns representantes do sector empresarial.
A FDC espera sair desta assembleia mais fortalecida e com maior cometimento dos seus membros e parceiros para o cumprimento da sua missão de fortalecer a capacidade das comunidades mais desfavorecidas com o objectivo de vencer a pobreza e promover a justiça social em Moçambique.

FDC entrega casa a vítima de xenofobia

Dentro da sua missão de fortalecer a capacidade das comunidades mais desfavorecidas para erradicação da pobreza e promoção da justiça social, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), entregou uma casa do tipo 1 a uma vítima de xenofobia, na vizinha África do Sul, em 2008. A casa, constituída por um quarto e sala foi entregue a senhora Catarina Manungo, que até então viveu cerca de dois anos numa tenda de lona, montada num terreno, na zona da Matola Gare.

A cerimónia de entrega da nova casa, teve lugar, no bairro da Matola Gare e contou com a presença do Dr. Narciso Matos, Director Executivo da Fundação, representantes de algumas organizações da sociedade civil, líderes comunitários e religiosos bem como de alguns membros da comunidade local.
Com este acto simbólico, a FDC pretende, por um lado, contribuir para minimizar o sofrimento desta família, essencialmente constituída por Mulheres (uma senhora e duas crianças), que vivem em situação de insegurança e, por outro, pretende chamar atenção das instituições do governo, doadores e das organizações da sociedade civil para a continuidade na assistência socioeconómica as vítimas de xenofobia que ainda se encontram no país e que precisam de assistência.
As obras de construção tiveram a duração de 6 meses, tendo sido investidos cerca de 12 mil USD, financiados pela W.K. Kellogg Foundation (Fundação Kellogg).
Vale a pena recordar que até ao momento, entre várias acções de apoio as vítimas de xenofobia, a FDC já produziu um vídeo documentário retratando a situação em que algumas delas se encontram a viver no país (até meados de 2009), promoveu encontros de reflexão envolvendo vários actores regionais, prestou apoio directo em termos financeiros e forneceu ensumos agrícolas à algumas vítimas, nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

FDC Capacita Agricultores sobre Alimentação e Nutrição

Com o objectivo de definir as formas de identificação das necessidades nutricionais e das oportunidades existentes localmente, bem como garantir a réplica dos conteúdos da formação às famílias, recentemente, teve lugar no distrito de Matutuine, nas localidades de Hindane e Mungazine, uma sessão de capacitação sobre alimentação e nutrição.
Participaram da sessão cerca de 40 agricultores membros das associações camponesas que se beneficiam do projecto integrado implementado pela FDC ao nível do Distrito. Os participantes são unânimes em reconhecer que com as sessões de capacitação, os membros da comunidade tem investido numa alimentação mais equilibrada e de baixo custo, resultante do facto da maior parte dos alimentos serem produzidos nos seus campos agrícolas e de estarem capacitados em técnicas de aproveitamento integral dos alimentos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

FDC entrega casa a vítima de xenofobia

Dentro da sua missão de fortalecer a capacidade das comunidades mais desfavorecidas para erradicação da pobreza e promoção da justiça social, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), vai entregar uma casa do tipo 1 a uma vítima de xenofobia, na vizinha África do Sul, em 2008. A casa, é constituída por um quarto e sala e será entregue a senhora Catarina Manungo, que vive a cerca de dois anos numa tenda de lona, montada num terreno, na zona da Matola Gare.
A cerimónia de entrega da nova casa, terá lugar amanhã, dia 22 de Setembro, pelas 9H00, no bairro da Matola Gare e contara com a presença do Dr. Narciso Matos, Director Executivo da Fundação, representantes de algumas organizações da sociedade civil, líderes comunitários e religiosos bem como de alguns membros da comunidade local.
Com este acto simbólico, a FDC pretende, por um lado, contribuir para minimizar o sofrimento desta família, essencialmente constituída por Mulheres (uma senhora e duas crianças), que vivem em situação de insegurança e, por outro, pretende chamar atenção das instituições do governo, doadores e das organizações da sociedade civil para a continuidade na assistência socioeconómica as vítimas de xenofobia que ainda se encontram no país e que precisam de assistência.
As obras de construção tiveram a duração de 6 meses, tendo sido investidos cerca de 12 mil USD, financiados pela W.K. Kellogg Foundation (Fundação Kellogg).
Vale a pena recordar que até ao momento, entre várias acções de apoio as vítimas de xenofobia, a FDC já produziu um vídeo documentário retratando a situação em que algumas delas se encontram a viver no país (até meados de 2009), promoveu encontros de reflexão envolvendo vários actores regionais, prestou apoio directo em termos financeiros e forneceu ensumos agrícolas à algumas vítimas, nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Leia Himbe

Está disponível no www.fdc.org.mz a terceira edição do Boletim Informativo da FDC. Leia e divulgue

FDC apresenta ao governo estudos sobre o orçamento

Numa parceria com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Infância (NICEF), a FDC iniciou a apresentação de estudos sobre o Orçamento do Estado (OE) de 2010, tendo em conta sectores sociais chaves, tais como Educação, Saúde, Acção Social e Água e Saneamento.

O mesmo já foi apresentado ao Conselho Consultivo do Ministério da Mulher e Acção Social (MMAS), do Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), Aos membros do Governo da Província da Zambézia e da Província de Maputo. Nos próximos dias, o estudo será apresentado aos deputados da Assembleia da República, ao Ministério da Educação e da Saúde, ao governo de Sofala, Nampula, Inhambane e  de Cabo Delgado.

Segundo Albino Francisco, responsável pela área da criança na FDC, a escolha dos locais para apresentar o estudo deriva do facto de por um lado serem ministérios responsáveis por coordenar e assegurar que os serviços sociais básicos sejam providenciados aos cidadãos, e por outro, as províncias tem a ver com a fraca capacidade de providenciar estes serviços ao cidadão.

Continuando, Albino explica que estes sectores tem sido bastante receptivos ao estudo, sendo que para o caso do MMAS, os membros do Conselho Consultivo convidaram a FDC a prestar apoio aos quadros do ministério de modo a doptá-los de capacidade de análise do orçamento. A este respeito, vale a pena referir que o estudo demonstra que o MMAS, apesar de ser o Ministério que recebe a menor fasquia do OE (apenas 1%), é o sector que mais descentraliza para o nível provincial (cerca de 40%), permitindo uma maior e melhor resposta das necessidades ao nível local.

Com o estudo, a FDC e UNICEF pretendem contribuir para uma melhor abordagem do processo de orçamentação e influenciar uma melhor alocação dos recursos para os sectores chaves, tendo em conta uma melhor resposta das necessidades dos grupos mais vulneráveis.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

FDC oferece equipamento informático a estudantes universitárias


A FDC acaba de oferecer seis computadores portáteis e uma impressora, a um grupo de seis estudantes universitárias, que se beneficiam da bolsa de estudos para a rapariga, concedida pela instituição.
Do equipamento, três computadores portáteis e uma impressora foram alocados as bolseiras que se encontram a frequentar cursos de Medicina, Direito e de Antropologia na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), e outros foram alocados as bolseiras que se encontram a frequentar cursos de Direito e Administração e Gestão de Empresas Superior Politécnico e Universitário (ISPU) na cidade de Quelimane.
Benvida Timba, uma das beneficiárias que frequenta segundo ano do curso de Direito na UEM, agradeceu a FDC pelo apoio que tem prestado as bolseiras e referiu que o equipamento vai ajudar muito, pois, “o novo currículo esta centrado no estudante o que pressupõe a realização de muitos trabalhos. Daí que, com os computadores, vamos acabar com os atrasos na entrega dos trabalhos”.  
Na ocasião, Narciso Matos, Director Executivo da FDC referiu que a organização sempre esteve consciente dos constrangimentos causados pela falta deste equipamento, para as estudantes honrarem os seus compromissos académicos, e espera que “com este equipamento as nossas bolseiras tenham acesso ao mundo virtual e ilimitado do conhecimento científico que permita consolidar o processo de formação”.
Para suportar os custos da bolsa deste grupo de estudantes, a FDC conta com apoio do CRESIB (Centre de Recerca en Salut Internacional de Barcelona). No geral, a bolsa contempla pagamento das propinas, subsídio de alojamento, alimentação, material de didáctico e viagem de férias no fim do ano.
O financiamento insere-se no Programa de Educação para a Rapariga, uma iniciativa que a FDC está a desenvolver com apoio de parceiros desde 1999, tendo já beneficiado mais de 124 estudantes. Actualmente, 16 mulheres recebem bolsas da FDC, estando a prosseguir os estudos em diversas universidades de Moçambique, Brasil, África do Sul.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estudo de Microbicidas vai ajudar a salvar vidas

O trabalho desenvolvido no âmbito da investigação de microbicidas é o exemplo de um Moçambique que produz ciência capaz de salvar vidas nas comunidades. Esta é a principal constatação do Narciso Matos, Director Executivo da FDC, depois de visitar as actividades desenvolvidas pela organização, no âmbito do Projecto Microbicidas, implementadas no Centro de Investigação da Manhiça (CISM).
Durante a visita, Matos, acompanhado por Maria Adozinda e Rebeca Mabui, membros da Assembleia Geral da FDC, acompanhou passo a passo todos os procedimentos relacionados com o processo de investigação do gel que se espera que venha a ser uma “arma” sublime para o combate ao HIV/Sida.
Nesta visita, foi escalado um dos pontos de devolução de aplicadores de gel localizado no Posto de Saúde de Malavela que dista cerca de 10 km do Centro, onde teve uma explicação dos procedimentos para o processo de recolha e armazenamento dos mesmos.
No CISM, recebeu, dos técnicos envolvidos na investigação, toda informação sobre o processo de sensibilização das comunidades, o registo das mulheres que aceitam participar no estudo, seguimento clínico e assistência médica, entrevistas exploratórias com as participantes e seus parceiros, processamento laboratorial das amostras, processamento dos dados, entre outras. Neste processo, o Professor Matos realçou a maturidade dos processos e procedimentos do trabalho de investigação que estão a ser desenvolvidos em parceria com o CISM.
A visita, terminou com um encontro entre Narciso Matos, Pedro Alonso PCA da Fundação Manhiça e Eusébio Macete, Director do CISM, onde Matos falou da necessidade de explorar possibilidades de financiamento para próximas actividades antes do fim do Projecto em curso, para que se possa dar sequência a todo potencial desenvolvido em pesquisa biomédica ao longo dos últimos anos fruto de muito trabalho e dedicação de todos os envolvidos.
Importa referir que a FDC e o CISM encontram-se envolvidos nesta pesquisa desde 2007, altura em que iniciou o Estudo de Viabilidade para avaliar a população e o local do estudo nas áreas de saúde de Mavalane e Manhiça para a preparação dum ensaio controlado randomizado de fase III dum microbicida vaginal para a prevenção da infecção por HIV (EV Microbicidas).
Neste momento o estudo se encontra na fase piloto, que consiste em determinar a vialibilidade de realizar um ensaio clínico dum gel Microbicida Vaginal de uso diário para recomendar abordagens apropriadas de avaliação da adesão em Moçambique – Estudo TopUp.

FDC partilha experiência de envolvimento comunitário


Tal ocorreu recentemente, em Mali, a quando do Seminário regional sobre o envolvimento da Sociedade Civil e das autoridades locais nos programas de cooperação para o desenvolvimento, financiadas pela comunidade Europeia.
No encontro, a FDC, representada por Narciso Matos, Director Executivo, partilhou a sua experiência no processo de desenvolvimento em Moçambique, o que foi muito apreciado pelos participantes. Serviu também para estreitar relações com a representação da União Europeia em Maputo.
O mesmo, é parte de um ciclo de seminários regionais (África, Ásia, América Latina) que culminarão com um seminário que terá lugar em Bruxelas, onde será produzido um documento que vai ser submetido à Comissão Europeia, para orientar os seus programas de desenvolvimento.
Importa referir que para além da FDC, Moçambique estava representada pelo “ Centro Terra Viva” e pelo Director de Saúde e Salubridade do Conselho Municipal do Maputo.

FDC e UNICEF apresentam estudos sobre orçamento para a criança

No âmbito das actividades desenvolvidas com vista a Promoção dos Direitos da Criança, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), realizaram vários estudos sobre Orçamento do Estado de 2010 alocado em prol da criança e da mulher em Moçambique.
Com o mesmo, pretendem chamar atenção para a necessidade de uma reflexão sobre uma melhor alocação dos recursos públicos para o bem-estar da população, principalmente daqueles que se encontram em situação de desvantagem social e económica.
Deste modo, os estudos levantam questões pertinentes a fim de reforçar os sistemas nacionais de planificação e orçamentação e, compreender as implicações de alocação dos recursos públicos na realização dos direitos da criança e da mulher. Igualmente, destacam, de maneira simplificada, alguns pontos críticos de instrumentos relevantes no processo de orçamentação e planificação, como forma de estimular o debate público e parlamentar sobre tendências na gestão de finanças públicas.
Para além das análises do Orçamento do Estado 2010 destinados para os sectores sociais, nomeadamente educação, acção social e água e saneamento, constam ainda análises sobre o Relatório de Execução Orçamental 2009, sobre o Cenário Fiscal do Médio Prazo 2010-2012, cujo objectivo é ajudar a melhor compreender os instrumentos de orçamentação crucial, enquanto que o informe acerca do Relatório de Avaliação do Impacto (RAI) tem o propósito de destacar, numa perspectiva de direitos das crianças e das mulheres, os resultados da avaliação do segundo Plano de Acção para a Redução Pobreza Absoluta (PARPA II).
De referir que este é o terceiro ano que se realiza um estudo neste sentido, sendo que os outros foram realizados em 2008 e 2009 respectivamente.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

16 ANOS CONTRIBUINDO PARA A REDUÇÃO DA POBREZA E PROMOÇÃO DA JUSTIÇA SOCIAL EM MOÇAMBIQUE


FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE
16 ANOS CONTRIBUINDO PARA A REDUÇÃO DA POBREZA E PROMOÇÃO DA JUSTIÇA SOCIAL EM MOÇAMBIQUE
No dia 16 de Junho de 2010, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), comemora 16 anos de existência, marcados por acções cujo enfoque é a realização de um ideal de desenvolvimento, democracia e justiça social, tendo em vista, em particular, o reforço da promoção do respeito dos direitos da mulher, do jovem e da criança.

Desde a sua criação, as intervenções da FDC tem estado voltadas para o aumento de oportunidades no acesso à: educação, saúde, promoção de actividades de geração de rendimento, segurança alimentar assim como água e saneamento.

No último ano, sem descurar as outras àreas, priorizou o acesso à saúde, tendo contribuido directamente para a administração de 1.060.654 doses de vacinas a crianças e mulheres grávidas e distribuído 1.418 botijas de gás para geleiras nas unidades sanitárias, oque permitiu assegurar uma melhor conservação das vacinas em todos os distritos da Província de Nampula.

Construiu de raiz um Centro de Saúde Tipo 2, incluído serviços de maternidade no Distrito de Matutuine, Província de Maputo, onde a população chegava a percorrer cerca de 20 Km para ter acesso ao centro de saúde mais próximo. Nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, facilitou o acesso à educação, saúde, nutrição, registo, habitação condigna e apoio psicossocial à 25.591 Crianças Órfãs e Vulneráveis (COVs). 

Com as campanhas de prevenção do HIV/SIDA, a FDC atingiu 511.771 jovens estudantes em 96 escolas, assistiu 15.899 pessoas seropositivas, sendo 60% mulheres, para além de ter proseguido com os ensaios clínicos envolvendo 320 mulheres com vista a apurar a eficácia de um gel denominado microbicida que pode ajudar a reduzir o nível de infecção pelas Doenças de Transmissão Sexual (DTS), incluindo o HIV/Sida na mulher.

Estes e outros resultados têm sido possíveis graças a pronta colaboração dos membros, parceiros, colaboradores e sobretudo comunidades que se encontram em cerca de 64 distritos onde a FDC tem trabalhado, que acreditam em mecanismos participativos de tomada de decisão e que tem a habilidade de liderar processos de desenvolvimento local, de promover diálogos e parceria entre si próprias, com o Estado, com a sociedade civil e com o sector privado, para alcançar o seu desenvolvimento.

A FDC, pretende assim, agradecer a todos estes e outros que tem dado um pouco de sí para que realmente as acções desenvolvidas tenham significado nas comunidades e, renovar o compromisso, de junto com o povo moçambicano, parceiros e amigos, continuar a fazer mais para o desenvolvimento das comunidades em Moçambique.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Fundação CEAR satisfeita com as actividades da FDC


Na sequência da visita efectuada pelo Sr. Ramon Munagori Secretário-Geral da Fundação Cear (F. Cear), com objectivo de apresentar o novo Director Geral, Joaquim Herrero, e de inteirar-se das actividades desenvolvidas pela FDC, no âmbito da parceria com esta organização espanhola, estes manifestaram a sua satisfação com os resultados até aqui alcançados no Projecto Integrado de Matutuine.
Após acompanharem atentamente a apresentação do relatório de actividades já desenvolvidas, Herrero,considerou que o projecto já marcou um grande passo com as actividades realizadas até o momento.
Num encontro de cortesia com o administrador de Matutuine, os representantes máximos da organização espanhola receberam elogios do governante, que saudou a parceria entre estas duas fundações e deu uma nota positiva às actividades realizadas.
No campo, os visitantes inteiraram-se das obras de construção de furos de água, visitaram a escola e centro de saúde recentemente inaguradas, campos de multiplicação de culturas diversas, tais como abacaxi, amendoim, mandioca e hortícolas. Em todos os locais, os mesmos interagiram com as comunidades beneficiárias .
A parceria entre a FDC e a F. Cear já dura há alguns anos, sendo que neste momento encontra-se em fase de arranque um novo convénio que prioriza o sector de saúde e fortalecimento institucional, das instituições governamentais e das associações comunitárias, sem descurar a continuidade das actividades em curso.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

FDC Produz Documentários Sobre Tráfico de Menores e Direitos da Criança em Moçambique

Tendo em vista a criação de um ambiente mais favorável para a Promoção e Protecção dos Direitos da Criança em Moçambique, a Fundação Para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) produziu dois vídeos-documentários, nomeadamente “Sob a Poeira da Estrada” e "Mwana - Um Olhar". 
O primeiro, discute a questão do tráfico de pessoas que acontece dentro e a partir do território moçambicano, destacando conceitos, rotas, redes de traficantes, fragilidades sociais e legais, abordando as causas e consequências, com declarações de especialistas no assunto. De forma aberta a múltiplas interpretações, o documentário revela imagens inéditas pela grande maioria dos moçambicanos, porém de conhecimento dos mesmos. Coloca à mesa depoimentos da Sociedade Civil, do Governo, da Imprensa, e resgata imagens que mostram pessoas traficadas, rostos de traficantes, além de cenas preocupantes do esquema de travessia ilegal numa das fronteiras moçambicanas. O mesmo, incita a reflexões que levarão o telespectador a sentir-se incomodado, próximo e, por que não, mesmo conivente com o processo de manutenção da corrosão social alimentada pela violação dos direitos das crianças.
O objectivo fundamental da produção e divulgação deste documentário, é chamar atenção da sociedade moçambicana em geral para a necessidade de se trabalhar e buscar cada vez mais esforços para a protecção dos nossos cidadãos, em especial mulheres e crianças que são as principais vítimas do tráfico humano.
Por sua vez, o segundo vídeo, apresenta depoimentos de crianças de rua, de alunos, assim como de crianças da zona rural da Província de Nampula, revelando o que pensam e como se comportam. O mesmo, traz ainda, depoimentos da mãe que mesmo sem concordar, aceita o namoro de sua filha menor como meio de ajuda no sustento da família e, contribui para compreender as razões de certos comportamentos que mesmo violando os direitos da criança, são executados diariamente como afirmação cultural.
A FDC espera com esta ferramenta poder contribuir para uma reflexão mais profunda sobre a situação dos direitos da criança em Moçambique. Os mesmos tem a duração de 38 minutos cada e contaram com a realização de Luiz Chaves.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

FDC junta parceiros para refletir a situação do HIV/SIDA


Convista a refletir sobre a situação do HIV/SIDA ao longo do corredor de Maputo e fazer o balanço final do Projecto de Prevenção e Cuidados ao HIV/SIDA, a FDC junta nos dias 10 e 11 de Junho corrente, na cidade de Maputo, cerca de 60 participantes, representando 25 associações das provincias e cidade de Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala.
Durante os dois dias serão realizados debates e trabalhos em grupos tendo em vista a partilha de experiências sobre a acção e intervenção junto das comunidades. Assim, entre vários temas a ser discutidos, importa destacar a experiência de produção agrícola e qualidade de ensino que esta sendo implementada pela associação Mbatilamukeni no distrito de Caia em Sofala e a experiência de atendimento as Crianças Orfãs e Vulneráveis na Província de Gaza. No encontro, os participantes terão também a oportunidade de descutir algumas estratégias de sustentabilidade ou sobrevivência de ONGs, isto tendo em vista encontrar formas de auto sustento e sobrevivência.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sob a Poeira na Estrada: Um retrato sobre o tráfico de pessoas


A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) realiza amanhã em Maputo uma sessão de apresentação de um documentário intitulado “Sob a Poeira na Estrada”, que retrata a situação do tráfico de pessoas em Moçambique.
Segundo Albino Francisco, responsável pelo projecto de Promoção dos Direitos da Criança, com o documentário, pretende-se “chamar atenção da sociedade moçambicana em geral para a necessidade de se trabalhar e buscar cada vez mais esforços para a protecção dos nossos cidadãos, em especial mulheres e crianças que são as principais vítimas do tráfico humano”.
O documentário discute a questão do tráfico de pessoas que acontece dentro e a partir do território moçambicano, destacando conceitos, rotas, redes de traficantes, fragilidades sociais e legais, abordando as causas e consequências, com declarações de especialistas no assunto. De forma aberta a múltiplas interpretações, o documentário revela imagens inéditas pela grande maioria dos moçambicanos, porém de conhecimento dos mesmos. Coloca à mesa depoimentos da Sociedade Civil, do Governo, da Imprensa, e resgata imagens que mostram pessoas traficadas, rostos de traficantes, além de cenas preocupantes do esquema de travessia ilegal numa das fronteiras moçambicanas. O mesmo, incita a reflexões que levarão o telespectador a sentir-se incomodado, próximo e, por que não, mesmo conivente com o processo de manutenção da corrosão social alimentada pela violação dos direitos das crianças.
A FDC acredita que a divulgação deste documentário neste momento, é oportuna tendo em conta que nos próximos dias inicia-se na vizinha África do Sul, o Mundial de Futebol 2010, havendo preocupação que haja um aumento de pessoas traficadas para fins de “turismo sexual” no período que antecede este evento, sobretudo provenientes de países que fazem fronteia com a África do Sul, como é o caso de Moçambique.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sociedade Civil promove a auscultação sobre a pobreza

Teve lugar no dia 3 de Maio, no Bairro do Chamanculo, a sessão nacional de auscultação sobre a Pobreza em Moçambique. A mesma foi organizada pela Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Conselho Cristão de Moçambique (CCM), G20 e MISA Moçambique, tendo contado com a participação de representantes das ONGs, membros da igreja e representantes do governo encabeçados pela Governadora da Cidade de Maputo.

A sessão, foi o culminar de um conjunto de auscultações ja realizadas nas províncias de Inhambane, Zambézia e Niassa  e, tinha como  objectivo colher sensibilidades sobre a pobreza, os esforços desenvolvidos pelo governo e pela sociedade com vista a reduzir os indices no país.

Assim, os participantes reconheceram ser importante o cometimento de todos para se vencer a pobreza, tendo de seguida, as comunidades residentes envolvidas neste processo, efectuado um levantamento sobre os seus problemas específicos e das formas como ultrapassar.

De referir que esta actividade vai continuar a ser realizada, pois a informação colhida, servirá de base para alimentar o Relatório Anual da Pobreza (RAP). Esta iniciativa é de âmbito continental e é liderada pela Africa Monitor, uma instituição Sul Africana. Neste momento, para além de Moçambique, Libéria, Quénia e África do Sul  também fazem parte dos países envolvidos na fase inicial.