Com objectivo de refletir sobre as actividades do ano passado e coordenar as actividades de 2010, membros da Direcção Executiva da FDC, gestores e outros convidados fizeram um retiro de dois dias, na praia do Bilene, em Gaza. Na abertura, Narciso Matos, Director Executivo destacou a necessidade das diferentes direcções interagirem mais, alinharem as actividades de modo a tornar a organização mais eficiente e eficaz nos seus resultados. No encontro, ficou definido que as organizações devem elaborar documentos de orientação de modo a permitir melhor articulação e prestação de contas no desempenho de cada colaborador, direcção e da organização no geral.segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
FDC INICIOU O ANO NO DISTRITO DE BILENE
Com objectivo de refletir sobre as actividades do ano passado e coordenar as actividades de 2010, membros da Direcção Executiva da FDC, gestores e outros convidados fizeram um retiro de dois dias, na praia do Bilene, em Gaza. Na abertura, Narciso Matos, Director Executivo destacou a necessidade das diferentes direcções interagirem mais, alinharem as actividades de modo a tornar a organização mais eficiente e eficaz nos seus resultados. No encontro, ficou definido que as organizações devem elaborar documentos de orientação de modo a permitir melhor articulação e prestação de contas no desempenho de cada colaborador, direcção e da organização no geral.Mulheres rurais rasgam barreiras que impedem o seu desenvolvimento em Boane
Estas mulheres dedicam uma parte do seu tempo ao Projecto Escola na Machamba onde aprendem e colhem várias experiências para a implementação de novas técnicas agrícolas e desenho de projectos para obtenção de créditos bancários.
UACB é composta por 32 associações, das quais, 24 estão registadas e, conta com 7.768 membros, na sua maioria mulheres. Neste momento, “pretendemos que as restantes associações, possam ver os seus direitos protegidos através do registo”- Lina Macia, Presidente da União.
Um outro desafio apontado pela presidente visa desenhar projectos para o acesso a empréstimos não só no Fundo de Iniciativas Locais, vulgo sete milhões, assim como em qualquer banco, de forma a tornar as suas actividades mais sustentáveis.
UACB é composta por 32 associações, das quais, 24 estão registadas e, conta com 7.768 membros, na sua maioria mulheres. Neste momento, “pretendemos que as restantes associações, possam ver os seus direitos protegidos através do registo”- Lina Macia, Presidente da União.
Um outro desafio apontado pela presidente visa desenhar projectos para o acesso a empréstimos não só no Fundo de Iniciativas Locais, vulgo sete milhões, assim como em qualquer banco, de forma a tornar as suas actividades mais sustentáveis.
Associação Cape-Cape: formação é o instrumento de combate da mulher rural
A UACB conta com os préstimos da Associação Cape-Cape, que para além de desenvolver a actividade agrícola, tem lutado pela formação da mulher rural em várias vertentes, com particular destaque para a capacitação em matérias ligadas ao Direito do Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT).Com a intervenção de algumas organizações que apoiam iniciativas que visam a defesa do direito a terra, caso da ORAM, os camponeses viram os seus direitos protegidos. Com o direito de uso da terra garantido, os membros da Associação Cape-Cape, composta maioritariamente por mulheres, procuraram desenvolver outras actividades como a criação de frangos, actividade iniciada em 2005, como forma de reduzir a dependência exclusiva a agricultura.
Na altura, uma das dificuldades enfrentadas por estas mulheres foi a falta de experiência e de infraestruturas para o início da criação de frangos. O pagamento de cotas foi uma das saídas, tendo servido apenas para a construção das capoeiras, o que levou os membros a recorrerrem a um empréstimo no valor de 74 mil meticais do Fundo de Iniciativas Locais, em 2007.
A associação Cape-Cape trabalha na produção de alimentos e plantas medicinais, que são comercializados nos mercados de Boane e Maputo. “Graças ao valor de venda dos produtos que a nossa associação arrecadou em 2008, conseguimos devolver o dinheiro do empréstimo e agora estamos a trabalhar com meios próprios”- Cristina Inguana, vice-presidente.
Uma das grandes iniciativas desta Associação é o projecto Escola na Machamba. Segundo Inguana, este projecto veio dar uma nova visão as mulheres rurais no que se refere aos problemas ligados ao DUAT e a prática da actividade agrária no geral. “Hoje graças às mulheres que têm liderado este trabalho, as nossas vidas melhoraram muito. No que se refere ao trabalho agrícola, a associação Cape-Cape conseguiu comprar um tractor que tem facilitado muito as nossas actividades e já não praticamos a agricultura de subsistência pois, conseguimos alimentar vários mercados”.
A associação tem cerca de 750 membros, sendo 600 mulheres e os restantes são homens. Para além das actividades acima indicadas, esta associação desenvolve programas de luta contra o HIV/SIDA, violência doméstica, entre outros.
A associação Cape-Cape trabalha na produção de alimentos e plantas medicinais, que são comercializados nos mercados de Boane e Maputo. “Graças ao valor de venda dos produtos que a nossa associação arrecadou em 2008, conseguimos devolver o dinheiro do empréstimo e agora estamos a trabalhar com meios próprios”- Cristina Inguana, vice-presidente.
Uma das grandes iniciativas desta Associação é o projecto Escola na Machamba. Segundo Inguana, este projecto veio dar uma nova visão as mulheres rurais no que se refere aos problemas ligados ao DUAT e a prática da actividade agrária no geral. “Hoje graças às mulheres que têm liderado este trabalho, as nossas vidas melhoraram muito. No que se refere ao trabalho agrícola, a associação Cape-Cape conseguiu comprar um tractor que tem facilitado muito as nossas actividades e já não praticamos a agricultura de subsistência pois, conseguimos alimentar vários mercados”.
A associação tem cerca de 750 membros, sendo 600 mulheres e os restantes são homens. Para além das actividades acima indicadas, esta associação desenvolve programas de luta contra o HIV/SIDA, violência doméstica, entre outros.
De Associação das Mulheres do Canto e Dança para para pequenas empresárias de reciclagem
Outra associação que se destaca na UACB, é a das Mulheres de Canto e Dança, criada em 1992, e que em 2007 com a introdução do Fundo de Iniciativas Locais, vulgo sete milhões, decidiu agregar no canto e dança, as actividades de corte e costura.
Tendo iniciado as suas actividades com uma máquina de costura, actualmente conta com duas, o que melhorou as suas actividades, dando assim, espaço para as mulheres se desenvolverem. Inicialmente apenas 12 mulheres faziam parte do projecto, mas actualmente 23 mulheres vem desenvolvendo as mais variadas actividades, entre elas corte, costura e venda dos produtos manufacturados- Fátima Matsava, Presidente.
Outro projecto abraçado pelas mulheres rurais de Boane é o de reciclagem de sacos plásticos. Este projecto surgiu há cerca de 6 meses, como uma actividade alternativa a prática da agricultura, sobretudo na epoca de baixa produção. Como forma de de buscar alternativas, um grupo composto por 24 mulheres recebeu um convite de uma organização não governamental, que em parceria com o Projecto Escola na Machamba capacitou aquelas mulheres em matérias ligadas a reciclagem dos sacos plásticos.
“O que muitos pensam que é lixo, para nós é matéria-prima e graças ao plástico colectado nas vias públicas e nas lixeiras nós fabricamos panos de mesa, cortinas da casa de banho, aventais, carteiras, sacolas e outro tipo de utensílios domésticos e, reduzimos assim, os efeitos negativos que o plástico provoca ao solo e que também prejudica a nossa actividade agrícola”- Judite Rodrigues.
As mulheres que se dedicam a esta actividade queixam-se, todavia, da falta de mercado para a comercialização dos seus produtos, em decorrencia de estes serem ainda incomuns nos mercados de Boane e Maputo (e não só). Contudo, reconhecem que este trabalho mudou as mentes dos associados, na medida em que aprenderam não só a dar mais valor à mulher e ao trabalho que fazem, como também a valorizar ao que outrora era considerado desperdício, a tirar proveito disso para produzir ideias inovadoras. Apontaram que um dos objectivos desta associação é conquistar o mercado nacional e ter o seu próprio espaço para desenvolver esta actividade de transformar em arte o que muitos pensam que é lixo.
Estes são alguns bons exemplos de como as mulheres rurais estão fazendo frente a pobreza. Umas com
enxadas, outras com a arte e cada uma como pode, elas vão ultrapassando os seus próprios limites e rasgando as barreirras visíveis e invisíveis sempre num espirito de interajuda e de partilha de experiências. Este é o espirito que levou a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) em parceria com outras organizações a apoiarem a criação do Forúm Moçambicano de Mulheres Rurais (FOMMUR), que em 2009 juntou cerca de 1.000 mulheres rurais no distrito de Boane, precisamente na Machamba Escola com objectivo de celebrar estas e outras conquistas.
Em colaboração com Aida Matsinhe (Magazine Independente)
Tendo iniciado as suas actividades com uma máquina de costura, actualmente conta com duas, o que melhorou as suas actividades, dando assim, espaço para as mulheres se desenvolverem. Inicialmente apenas 12 mulheres faziam parte do projecto, mas actualmente 23 mulheres vem desenvolvendo as mais variadas actividades, entre elas corte, costura e venda dos produtos manufacturados- Fátima Matsava, Presidente.
Outro projecto abraçado pelas mulheres rurais de Boane é o de reciclagem de sacos plásticos. Este projecto surgiu há cerca de 6 meses, como uma actividade alternativa a prática da agricultura, sobretudo na epoca de baixa produção. Como forma de de buscar alternativas, um grupo composto por 24 mulheres recebeu um convite de uma organização não governamental, que em parceria com o Projecto Escola na Machamba capacitou aquelas mulheres em matérias ligadas a reciclagem dos sacos plásticos.
“O que muitos pensam que é lixo, para nós é matéria-prima e graças ao plástico colectado nas vias públicas e nas lixeiras nós fabricamos panos de mesa, cortinas da casa de banho, aventais, carteiras, sacolas e outro tipo de utensílios domésticos e, reduzimos assim, os efeitos negativos que o plástico provoca ao solo e que também prejudica a nossa actividade agrícola”- Judite Rodrigues.
As mulheres que se dedicam a esta actividade queixam-se, todavia, da falta de mercado para a comercialização dos seus produtos, em decorrencia de estes serem ainda incomuns nos mercados de Boane e Maputo (e não só). Contudo, reconhecem que este trabalho mudou as mentes dos associados, na medida em que aprenderam não só a dar mais valor à mulher e ao trabalho que fazem, como também a valorizar ao que outrora era considerado desperdício, a tirar proveito disso para produzir ideias inovadoras. Apontaram que um dos objectivos desta associação é conquistar o mercado nacional e ter o seu próprio espaço para desenvolver esta actividade de transformar em arte o que muitos pensam que é lixo.
Estes são alguns bons exemplos de como as mulheres rurais estão fazendo frente a pobreza. Umas com
enxadas, outras com a arte e cada uma como pode, elas vão ultrapassando os seus próprios limites e rasgando as barreirras visíveis e invisíveis sempre num espirito de interajuda e de partilha de experiências. Este é o espirito que levou a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) em parceria com outras organizações a apoiarem a criação do Forúm Moçambicano de Mulheres Rurais (FOMMUR), que em 2009 juntou cerca de 1.000 mulheres rurais no distrito de Boane, precisamente na Machamba Escola com objectivo de celebrar estas e outras conquistas.
Em colaboração com Aida Matsinhe (Magazine Independente)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
País com laboratório de ensaios virado à mulher
O DESENVOLVIMENTO de investigação na área de microbicidas no país é já um facto. Um passo conducente a este propósito foi marcado pela inauguração recentemente, do laboratório que vai permitir ensaios em mulheres, através de um gel usado para a prevenção do vírus do HIV.
A presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, Graça Machel foi quem presidiu a cerimónia inaugural e na altura apelou para a necessidade de se levar com seriedade a materialização dos ensaios clínicos que têm início ainda este ano.
O equipamento está instalado em três salas e permitirá a realização de análises gerais de bacilocopia, processamento de exames de corrimento vaginal, que vai auxiliar o projecto de investigação, para a qual já estão disponíveis pelo menos 500 mulheres.
Microbicida é uma substância que pode reduzir consideravelmente a transmissão por infecções sexualmente transmissíveis, quando aplicada na vagina e no recto. Como os espermicidas, o microbicida pode ser produzido de várias formas, incluindo gel, cremes, supositórios, ou na forma de esponja ou de anel vaginal que liberem lentamente os ingredientes activos a todo o momento.
Pouco mais de 15 mil dólares norte-americanos é o montante que a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade disponibilizou para a concretização da iniciativa.
MASSIFICAR A TESTAGEM
Espera-se que o apetrechamento do novo laboratório venha melhorar as condições de atendimento aos utentes que procuram serviços de saúde e ainda a melhoria da qualidade dos exames até então realizados.
Para além de moradores do bairro Ferroviário, o laboratório vai beneficiar também os moradores de Hulene A e B, Laulane, 3 de Fevereiro, Mahotas e Magoanine que compõem o Distrito Urbano número 4 (DU4).
Cientistas estão constantemente a testar a existência de espermicidas e outras substâncias para testarem a sua eficiência na prevenção da propagação das DTS, HIV/SIDA. As pesquisas são realizadas em torno de 50 produtos, dos quais, no mínimo 20 têm efectividade comprovada em animais e estão, no momento, a ser testados em pessoas. Com um investimento suficiente, um microbicida pode se tornar viável para o consumo dentro de cinco anos.
Microbicida é um termo genérico que inclui um vasto leque de produtos, cuja função comum é prevenir a infecção pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, pode se dizer que há tantos mecanismos de acção como potenciais produtos. Alguns microbicidas funcionam aumentando as defesas naturais do organismo, outros, introduzem novas substâncias que destroem os que causam doenças e outros ainda criam uma barreira física. Os mais prometedores combinariam algumas ou todas estas características.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Matutuíne: Melhora acesso à educação e saúde
AS POPULAÇÕES da localidade de Mungazine e do povoado de Hindane, em Matutuíne, Província do Maputo, vão ganhar com as melhorias no acesso aos serviços de saúde e educação, com a abertura ontem de um novo centro de Saúde do tipo II, a ampliação da Escola Primária local e a abertura de dois furos de água.
Trata-se de acções realizadas no âmbito do projecto de Habilidade Básica Integrada do distrito de Matutuíne, uma iniciativa da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) em parceria com a Fundação CEAR, uma organização espanhola que trabalha nas iniciativas de desenvolvimento comunitário.
No geral, a iniciativa tem como enfoque o melhoramento do acesso aos serviços de educação básica, cobertura dos serviços de saúde pública, água potável e saneamento, aperfeiçoamento das condições de habitação, promoção de actividades de geração de renda e segurança alimentar.
Com efeito, o centro de saúde rural tipo II é composto por um edifício para atendimento externo e maternidade, depósito elevado, duas residências tipo dois para o pessoal técnico, latrinas, fossa de lixo orgânico, sistema de drenagem e vedação.
A ampliação da escola consistiu na construção de mais três salas de aulas, totalizando cinco, a colocação de carteiras, construção de quatro casas para professores, igual número de latrinas, dois tanques semi-enterrados e quatro cozinhas, obras avaliadas em 450 mil dólares norte-americanos, provenientes da Fundação CEAR.
Espera se que as obras venham a servir directamente cerca de 2000 habitantes daquelas duas comunidades que, segundo o administrador de Matutuíne, Mário Bombi, enfrentavam dificuldades no acesso àqueles serviços.
“As pessoas eram obrigadas a percorrer mais de dez quilómetros para aceder a uma unidade sanitária na sede do distrito e a escola não possuía condições adequadas para acolher os mais de 250 alunos existentes naquelas zonas”, afirmou Bombi, para quem estas são as primeiras infra-estruturas de raiz a serem erguidas naqueles povoados, daí a necessidade de serem conservadas por forma a beneficiarem mais utentes.
Para a Presidente da FDC, Graça Machel, o projecto abrange outras áreas, com destaque para a de segurança alimentar que facilitou a criação de associações locais e a montagem de campos de multiplicação e demonstração de resultados das culturas resistentes à seca, nomeadamente a mandioca, amendoim, feijão nhemba e abacaxi, numa área de oito hectares.
Acrescentou que para melhorar a preparação de solos e a abertura de novos campos foram adquiridas e entregues sete juntas de bois com as respectivas charruas e cangas a sete grupos de camponeses, animais que já estão a fazer o trabalho de lavoura com vista a permitir a criação de condições para a melhoria da dieta alimentar da população.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Centro de Saúde 1 de Junho Conta com Novo laboratório
Dentro da missão, visão e valores da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), um dos objectivos centra-se no empoderamento das comunidades mocambicanas, reduzindo em particular, a vulnerabilidade de mulheres e crianças em situação desfavorecida. Uma das formas de reduzir a vulnerabilidade destes grupos é através da disponibilização de serviços de saúde de qualidade.
É neste espírito que no dia mundial de luta contra a SIDA (1 de Dezembro), a Sra Graça Machel, Presidente da FDC, procedeu a entrega de um laboratório completamento reformado, ao Centro de Saúde 1 de Junho.
Para a reabilitação do empreendimento, a organização investiu cerca de 15 mil dólares, tendo obedecido com rigor os padrões das "Boas Práticas Clinicas Laboratoriais" (GCLP).
Assim, para além de análises gerais e de baciloscopia, o centro pode desenvolver investigações sobre o programa de Microbicidas, ligado ao estudo de um gel feminino para a prevenção do vírus do HIV.
Graca Machel considerou o acto como sendo um compromisso com vista a oferecer instrumentos de prevenção da mulher contra HIV/SIDA, tendo adiantado que em Janeiro de 2010, a FDC, em parceria com o Ministério da Saúde e outros parceiros, vão iniciar ensaios clínicos de Microbicida, um instrumento virado para a protecção da mulher na luta contra doença do século.
Segundo Benilde dos Santos, directora do Hospital Geral de Mavalane, unidade que tutela o Centro de Saúde, a entrega do laboratório e a montagem da linha de processamento do exame de corrimento nas mulheres vai permitir a reducão do tempo no atendimento dos doentes, na medida em que este centro não dispunha desta linha e socorria-se do Hospital Geral de Mavalane. Prosseguindo, avançou que desta forma não só está garantida a melhoria das condicões de atendimento e da qualidade dos exames realizados, como também estão garantidas as condicões de biossegurança dos trabalhadores daquela unidade sanitária.
No geral, as obras consistiram na reabilitacão total do laboratório, isolamento de alguns sectores chaves, como a sala de colheita, de preparacões e a sala técnica, instalacão do sistema de frio, aquisicão de vários equipamentos, tais como geleira, estufa e mobiliário.
O Centro de Saúde 1 de Junho fica localizado no Bairro Ferroviário das Mahotas e atende mais de 103 mil habitantes dos bairros Ferroviário, Hulene A e B, Laulane, 3 de Fevereiro, Mahotas e Magoanine, que compõem o Distrito Urbano Número Quatro (DM 4), na Cidade do Maputo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Graça Machel e Nelson Mandela vencem prémio "Heróis da Década"
A Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel, e o seu esposo, o prémio Nobel da Paz Nelson Mandela, ganharam um prémio especial de uma instituição sueca pela acção na defesa dos direitos dos menores, numa eleição em que participaram mais de sete milhões de crianças.Os organizadores do prémio anunciaram os vencedores no dia 20 de Novembro, numa nota em que incluem declarações destes dizendo que se sentem "muito honrados com o prémio", sobretudo pelo "lugar que as crianças ocupam nos seus corações e nas suas vidas".
O prémio especial "heróis dos direitos das Crianças da Década" foi atribuído pela fundação sueca "Children's World Association", ou associação das crianças do mundo.
A fundação atribui um prémio anual e este ano criou este prémio especial, para comemorar os seus 10 anos de existência. As acções dos 13 nomeados para o prémio na defesa dos direitos das crianças foram explicadas em 53 000 escolas de 101 países e mais de sete milhões de crianças dessas escolas participaram na eleição.
Mandela e Machel foram eleitos entre 13 concorrentes e vão receber metade do prémio, de 1,1 milhões de coroas suecas (aproximadamente 4,3 milhões de meticais), sendo o restante distribuído pelos outros nomeados.
O prémio será entregue numa cerimónia que vai decorrer em Estocolmo, a 26 de Abril, com a presença da rainha Sílvia da Suécia.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Africanos devem ser responsáveis pelo seu desenvolvimento
- Defende Director Executivo da FDC, Narciso Matos
Matos defendeu essa posição quando falava no encerramento da conferência “Energising Civil Society” realizada semana passada na vizinha África do Sul pelo “Inyathelo”, South African Institute for Advancement, uma organização sul-africana sem fins lucrativos.
O Director Executivo da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), defende que os africanos devem imaginar um mundo africano não definido pelo Banco Mundial nem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), mas que é proveniente da própria África, considerando que essa medida é necessária para os africanos saírem da dependência externa e se tornarem agentes do seu próprio desenvolvimento.
Matos defendeu essa posição quando falava no encerramento da conferência “Energising Civil Society” realizada semana passada na vizinha África do Sul pelo “Inyathelo”, South African Institute for Advancement, uma organização sul-africana sem fins lucrativos.Nesta conferência, o tema da filantropia levantou acesos debates, questionando-se sobre as relações entre os decisores e os beneficiários dos fundos, se a filantropia pode ser considerada como activismo ou simples gesso cobrindo feridas abertas com as desigualdades sócio-económicas.
Actualmente, a “indústria” de ajuda para a África movimenta cerca de 40 biliões de dólares anuais, estando as organizações humanitárias estrangeiras a desempenhar um papel significativo no continente. Por exemplo, a Ford Foundation disponibilizou 9,785 donativos avaliados em 1,3 bilião de dólares desde 1953 até à actualidade.
Citado pela agência de notícias IPS, o académico Moçambicano disse que a filantropia tem beneficiado a África sob forma de recursos financeiros e através da exposição de experiências em outras partes do mundo. Contudo, enquanto aprendem lições de outros continentes, os africanos devem fazer os seus próprios planos de desenvolvimento.
“Nós não podemos confiar na boa vontade dos doadores externos”, sublinhou Matos, apontando a Educação como a condição para “sermos os mestres do nosso próprio futuro”, sendo que, pelo contrário, o continente continuará exportador de matérias-primas e importador de produtos acabados. Segundo o orador, a filantropia externa não só pode estimular a filantropia interna (que não é apenas necessária para mobilizar recursos), mas para fazer advocacia no sentido de reforçar a governação.
Fonte: Diário do País (11/11/09)
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